As Cinco Grandes Casas
O NASCIMENTO DO DOMÍNIO
Muito antes da Nova Era, quando estas terras ainda não conheciam os nomes das Grandes Casas, cinco antigas linhagens vampíricas já viviam no Domínio. Eram linhagens antigas e poderosas, cada uma marcada por sua própria história, seus costumes e sua maneira de compreender o sangue, o poder e o mundo ao seu redor.
Durante eras, seus vampiros caminharam por estas terras, até que chegou o tempo em que aquelas linhagens decidiram erguer seus próprios brasões, sob seus estandartes, reuniram aqueles que compartilhavam de seu sangue, de seus ideais e de sua história.
E assim nasceram as Cinco Grandes Casas do Domínio Escarlate:
Aurelian — Os Nobres da Aurora.
Malvorin — Os Senhores da Corrupção.
Noxivar — Os Guardiões do Conhecimento.
Valenor — Os Filhos da Guerra.
Vastrix — O Véu das Sombras.
A partir daquele momento, os brasões das Grandes Casas passaram a erguer-se sobre o Domínio, cada Casa construiu sua própria história. Territórios foram conquistados, fortalezas foram erguidas e gerações de vampiros passaram a carregar não apenas o sangue de seus antepassados, mas também o nome e o brasão de sua Casa.
Com o passar das eras, alianças foram formadas e quebradas, rivalidades nasceram e atravessaram gerações, territórios mudaram de mãos, castelos ruíram para que outros fossem erguidos sobre suas pedras e os feitos daqueles que carregavam os brasões das Grandes Casas começaram a ecoar por todo o Domínio. A Glória Escarlate tornou-se a medida dos grandes feitos de uma era, quanto maiores as conquistas de seus vampiros, maior se tornava o nome de sua Casa.
Mas o crescimento das Grandes Casas trouxe consigo um problema, havia decisões que afetavam todo o Domínio e diante das quais nenhuma linhagem aceitava curvar-se à vontade de outra, nenhuma Casa permitiria que o brasão de uma rival estivesse acima do seu.
Então as próprias Grandes Casas compreenderam que, se desejavam que o Domínio sobrevivesse às suas diferenças, precisariam criar algo que existisse acima de seus brasões, mas que não pertencesse a nenhum deles.
Dessa necessidade surgiria uma instituição destinada não apenas a mediar as Grandes Casas, mas também a preservar aquilo que todas elas compartilhavam: a história do Domínio Escarlate.